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domingo, 3 de setembro de 2017

A construção de um Yurt, a construção de uma comunidade

                                                                                                                                                                    A história do Yurt da Escola Miguel Arcanjo começou em 2016. Com a necessidade de uma sala para as aulas de Euritmia e um espaço para Cursos, Oficinas, Escola de Pais, Reuniões e outros encontros, surgiu o curso "Ecoconstrução de Yurt - moradia nômade de bambu".

Anterior ao curso, quando seria construído um yurt - ou yurta, pois é uma casa que veste saia - foi realizado um mutirão para construção da base. Neste dia, mães, pais, professores e amigos da escola levaram força, alegria e entusiasmo e o chão foi feito.



                                                                            
O curso foi realizado em abril de 2016 e contou com a participação da comunidade escolar, de estudantes universitários, professores de cursos de arquitetura, professores waldorf, bioconstrutores e permacultores. Pablo Bedmar, pioneiro na construção de yurts no Brasil conduziu a turma.





Pablo Bedmar, nosso professor de Yurt!


                                                                         

Nosso Yurt nasceu! Durante o último ano foi local de ricos encontros da comunidade e das belas aulas de Euritmia das crianças da Miguel Arcanjo.

Ele é "guardado" pela Diretoria de Infraestrutura da AMAR e pelas professoras Neiele (Euritmia) e Aísha (classe) mas em todas as intervenções e reformas toda a comunidade é convidada a participar.

No último mês deu-se início à confecção da nova roupa para nossa Yurta. Isso foi possível graças à doação de lona branquinha e nova. Em diversos mutirões, com a presença e orientação do Pablo e a alegria e disposição da comunidade, foi medida, cortada e colada a cobertura nova. O trabalho foi finalizado hoje, por professoras, mães, pais, amigos e crianças. 



Crianças sempre presentes

Lua e estrela

Professoras Neiele e Aísha, guardiãs do yurt


Orgulho




Estamos muito, muito felizes e orgulhosos deste trabalho comunitário. Ele reflete o que queremos ser no mundo. E cumpre a missão da Miguel Arcanjo: "Atuar junto à comunidade, através da educação de crianças, pais e professores, promovendo encontros vivificados pela Pedagogia Waldorf, a serviço do bem comum."

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Conheça o Projeto Fraternidade Econômica da Escola Miguel Arcanjo




Projeto Fraternidade Econômica


Justificativa


Liberdade, igualdade e fraternidade.
Esta tríade elaborada por Rousseau em "Contrato Social" em torno de 1760 , se espalhou por toda Europa como marco das idéias de uma nova sociedade.

Rudolf Steiner se inspirando nesta proposta, elabora a Trimembração social
Acreditando numa sociedade que acolhe o homem por inteiro, com todos as suas aparentes contradições.

Liberdade na vida espiritual,
Igualdade na vida jurídica e
Fraternidade na vida econômica

Liberdade Espiritual
A vida espiritual livre, como arte ou formação constitui as habilidades que a humanidade necessita para sua existência e desenvolvimento ideal e material. Aptidões só podem se desenvolver a partir de um espírito livre.

Igualdade Jurídica
Na vida jurídica estatal são todos iguais perante a lei, e cada um é um igual frente ao outro.

Fraternidade Econômica
A vida econômica compõe-se da produção de bens, da circulação de bens e do consumo de bens. Através dela são satisfeitas as necessidades humanas.

Quando esses âmbitos começarem realmente a se complementar, farão florecer suas potencialidades e o cidadão se comprometerá de forma coletiva visando o bem de todos.

Acreditando na educação como mola propulsora da sociedade, capaz de transformar mentalidades e de modificar positivamente todo um contexto atual, propomos este projeto para o fundo de bolsa da Escola Miguel Arcanjo.


Objetivo
Conscientizar a comunidade escolar da necessidade de vivenciar a fraternidade econômica, proposta por Steiner, através de ações que possam gerar recursos financeiros para o fundo de Bolsas da Escola Miguel Arcanjo


Proposta

Envolver toda a comunidade escolar em uma grande vivência da trimembração social, proposta por Rudolf Steiner.


O Plano de ação seria dividido ao longo de 3 anos.

O evento entraria no planejamento pedagógico, ficando a cargo de cada professor trabalhar o conteúdo proposto de forma que as crianças vivenciem o conteúdo.

Ensinando sobre a igualdade jurídica, que se expressa no direito de todos os alunos receberem a mesma proposta educativa, o mesmo cuidado, os mesmos estímulos e a mesma proposta pedagógica da escola, independente de ser aluno pagante ou bolsista.
Conscientizando que somos espírito livres, com direito de expressão.

A arte é o grande transformador do ser humano, faz sentir, desenvolve aptidões e habilidades tornando o ser humano consciente de sua liberdade espiritual.

Estimulado a compreensão e vivencia da fraternidade econômica, onde as atividades realizas em sala e os produtos feitos, seriam vendidos com o objetivo de ajudar os colegas que não podem pagar a escola e tornando possível o acesso da escola para outras crianças financeiramente carentes.

Enfim, mostrar que quando nos importamos com a comunidade em que vivemos, nos unimos, nos complementamos e nos comprometemos com o bem de todos.


2016
A Escola Miguel Arcanjo possui três eventos importantes: Noite de caldos, Festa Junina e bazar de Natal. Nestes eventos, com a finalidade de arrecadarmos recursos para o fundo de bolsas se capitalizar, propomos a abertura de um espaço de venda onde montaríamos um brechó com diversos produtos: Roupas, brinquedos, calçados, livros... Propomos ainda que o brechó funcione também aos sábados letivos.

A comunidade escolar seria envolvida no sentido de arrecadar roupas, brinquedos e utensílios em ótimo estado para compor o brechó, com o objetivo de capitalizar o fundo de bolsas.


2017
Realização de uma feira na Escola "Feira da Fraternidade econômica"
O ideal seria que toda a comunidade escolar fosse envolvida, inclusive o conselho de pais.

Parte das produções das crianças realizadas em sala, seria destinada a venda, com objetivo de capitalizar o fundo de bolsas. Os produtos podem ser individuais ou coletivos, conforme a determinação dos professores.
Todo este trabalho, finalizaria com a realização da Feira da Fraternidade econômica a ser realizada no mês de setembro.


2018
Com a experiência adquirida com o projeto de 2017, propõem-se a realização de uma grande feira em espaço público ( ex: Praça da Fleming), em parceria com outras escolas Waldorf.

A temática da Feira seria a mesma "Feira da Fraternidade econômica".
O projeto seria compartilhado com as outras escolas Wardorf da Região e na mesma época do ano, na primavera, onde a natureza é dadivosa, aconteceria o evento.

Objetiva-se com esta feira, além de arrecadar fundos para o fundo de bolsas, divulgar a Pedagogia Waldorf, mostrando os diversos recursos de ensino.
Pode haver apresentação e exposição de trabalhos das crianças de todas as escolas Waldorf.

Podemos ter palestras, aulas temáticas, brincadeiras com ritmo, Euritmia, aquarela e outros...

Acreditamos que o evento chamaria atenção da imprensa, não só pela oportunidade de mostrar um modelo pedagógico diferente, mas também pela proposta da "Fraternidade econômica" cujo objetivo é financiar o estudos para aqueles financeiramente carentes.


Conclusão
Acreditamos que o fortalecimento dos laços entre escola/família está no trabalho conjunto, que gera pertencimento.

A educação de nossos filhos é um somatório do empenho da escola e da família. Filhos educados com o propósito de enxergar o coletivo como parte integrante do seu ser.

domingo, 14 de agosto de 2016

Aprendendo além da sala de aula: a vivência de Mineralogia e Astronomia da turma do 6º ano

15/08/2016

A Escola Miguel Arcanjo amplia as atividades pedagógicas em visitas e viagens, com o objetivo de dar ao aluno a chance de vivenciar o conteúdo dado em sala e também desenvolver hábitos e comportamentos em lugares diferentes, distantes dos familiares.

Cada professora de classe determina como será dado o conteúdo das épocas e prepara saídas para diferentes lugares, trilhando um caminho único com sua turma. Esse é o brilho da Pedagogia Waldorf: um olhar comprometido com as particularidades de cada um.

10 alunos e 2 professoras rumo ao pico da Lapinha: desafio superado

Na semana passada a turma de 6º ano da professora Patrícia saiu para uma viagem pedagógica relacionada à época de Astronomia e Mineralogia, em Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho, MG.

A professora nos conta um pouco do que sentiu nessa experiência:

“Foi uma viagem fantástica! Foi maravilhoso ver meus alunos olhando o reino mineral e o céu, à noite. Fomos agraciados com uma chuva de meteoros e sentimos a força do reino mineral, no alto da serra, no alto do pico da Lapinha. E o maior desafio do 6º ano foi chegar lá em cima, superando todas as dificuldades: cansaço, calor, medo de altura... Foi muito especial. Estou em estado de graça por poder viver esse momento com meus alunos.”
No alto!

A turma acampou no sítio Entoá, que vive plenamente a permacultura. Os proprietários, Cris e Gustavo, mostraram a acolhedora casa, onde é pensada a utilização da água, a produção e consumo do alimento, onde as construções utilizam materiais retirados da natureza, não causando impacto, pois se sustentam. Uma forma de viver em harmonia com o que a natureza nos oferece.

Registrando percepções

Os alunos provaram a comida preciosa do restaurante Padma Chai, preparada pela Nalim e Guilherme, com muito carinho. Experimentaram outros sabores, texturas e aromas, superando o desafio do novo. E o presente maior foi a abertura que tiveram para isso: descobriram-se adorando alimentos que antes não gostavam. Uma oportunidade para quebrar paradigmas da cidade grande, padrões que não se sustentarão por muitos anos. Há formas sustentáveis reais e possíveis de se alimentar, construir e habitar este planeta.

“Possibilitando esta vivência, maior que o simples estudo da mineralogia ou astronomia, mas a experiência de outras maneiras de viver e morar, entendo estar educando a geração que irá herdar este planeta. Sinto-me cumprindo meu papel de professora.


Que presente ver os alunos apurando o olhar e encontrando cristais escondidos nas pedras! Que alegria ouvir alguns deles, em êxtase, exclamando: ‘Professora, parece que agora nossos olhos enxergam os cristais!’

Olhamos para o céu e sentimos sua imensidão... contemplamos a lua crescente, estrelas, planetas. Aqueles que bravamente conseguiram ficar acordados em volta da fogueira foram presenteados com os meteoros. Ouvimos histórias da Lapinha, casos, mitos e lendas da região. Aquecemos o corpo com chocolate quente.


Nesta deliciosa viagem, realizamos muitas atividades artísticas, desenhos, trabalhos com carvão, buscando sentir a força do Reino Mineral. E em Lapinha da Serra, com sua fantástica e privilegiada geografia, isso é profundamente vivenciado. Voltamos plenos de veneração e respeito por esse reino que sustenta TUDO.”