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terça-feira, 23 de abril de 2019

A Pedagogia Waldorf e a sociedade atual: porque faz todo sentido entender esta educação


Rudolf Steiner, há 100 anos, iniciava o movimento da educação antroposófica. O que começou como uma palestra a adultos funcionários de uma fábrica, transformou-se em um projeto de escola para crianças. Sabemos que a criança se educa pelo exemplo do adulto, pelo ambiente que vive. E que exemplos e ambientes estão sendo oferecidos às crianças?



Ao perceberem que a formação na infância determina a atuação do adulto, aqueles funcionários da Waldorf Astoria que ouviam Steiner desejaram dar a seus filhos este tesouro que hoje conhecemos como Pedagogia Waldorf.

Como não foi criada para um lugar ou época específica, mas considerando o caminho evolutivo da humanidade, a Pedagogia Waldorf se mostra atual e eficiente no século XXI.

E hoje, levando em conta os desafios sociais que enfrentamos no Brasil, é essencial encontrarmos caminhos para educar os futuros adultos que atuarão no país e no mundo.

O aprofundamento do curso Arte de Educar propõe exatamente isso: refletir sobre a prática desta Pedagogia no nosso contexto social e possibilitar que nós, adultos, possamos contribuir na formação das crianças oferecendo um exemplo melhor, um ambiente melhor.



A Arte de Educar – aprofundamento no estudo da educação Waldorf

Tema: A questão pedagógica como questão social (baseado no livro de mesmo nome de Rudolf Steiner)

Programação: Palestra, trocas e reflexões, Euritmia, Desenho de Formas.

4 módulos: 04/05, 03/08, 05/10 e 30/11

Horário: 8h Às 13h

Valor: 120,00 por módulo
Inclui lanche e material da vivência artística

Local: Miguel Arcanjo Escola Waldorf (Av. Alfredo Camarate, 610, São Luiz, BH/MG)

Telefone: 3586.0310


terça-feira, 9 de abril de 2019

A questão pedagógica como questão social

Para Rudolf Steiner, "o conhecimento científico-espiritual do ser humano é a base para a compreensão dos problemas sociais". Vamos refletir mais a respeito? 

Convidamos para o Aprofundamento no estudo da Educação Waldorf , curso em 4 módulos, em que iremos trabalhar o tema a partir da obra de Steiner "A questão pedagógica como questão social".

Para o sentir, vivenciaremos a arte da Euritmia e o Desenho de Formas.

 - O curso começará no dia 4 de maio, sábado, de 8h às 13h. 
 - O investimento é R$120,00 por módulo.
 - É preciso ter conhecimento básico de Antroposofia e Pedagogia Waldorf.

Clique aqui e inscreva-se!




*imagens das edições anteriores

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Começa neste mês o curso Arte de Educar: Noções Básicas da Pedagogia Waldorf

No dia 23 de fevereiro terá início a 4ª edição do curso A Arte de Educar: Noções Básicas da Pedagogia Waldorf.

O curso é voltado para educadores - professores do ensino fundamental, mães, pais, professores de música, artes, línguas e todos que desejam conhecer uma forma de ensinar através de imagens e vivências que fazem sentido para a criança, pois se baseia no seu desenvolvimento integral.

Quem participou das edições passadas recomenda o curso, confira alguns depoimentos:

"A vivência é muito melhor do que apenas ouvir sobre a teoria. Isso é maravilhoso para nós. Muito obrigado!" Aline, Liliane e Renam,  integram uma iniciativa Waldorf no interior do Estado, participaram em 2017


"A Euritmia foi uma linda autodescoberta, um desafio. Na primeira aula fiquei muito confusa e, aos poucos, adquiri um respeito profundo por cada moviemnto. Me encantei com cada gesto das letras. Não tenho palavras para expressar como fui nutrida durante esse ano de curso" Luciana Ribeiro, participou em 2018


"A importância do curso para mim foi imensa. Sinto uma grande responsabilidade pela educação dos meus filhos e o curso ajudou a reforçar minha convicção na Pedagogia além de entender o que eles vivenciam na escola." Luiza, mãe da escola, participou em 2016


Faça aqui sua inscrição e expanda seus conhecimentos acerca da de uma educação que visa formar seres capazes de pensar claro, sentir com alegria e atuar com disposição no mundo.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Miguel Arcanjo: Ensino Fundamental Waldorf em Belo Horizonte

Arte, Música, Movimento, Beleza, Histórias, Fazer com as próprias mãos, Contato com a terra, Ritmo... Sentir! São algumas das qualidades e atividades praticadas pela Miguel Arcanjo.

Somos uma escola de Ensino Fundamental Waldorf!

Isso significa que nosso modo de ensinar leva em consideração o desenvolvimento do ser humano. Todo o conteúdo é apresentado por imagens - histórias, arte, movimentos, música - para que a criança possa primeiro Sentir, vivenciar, experimentar... e então, quando chega no Pensar, vem aquele momento "a-há!!!!", em que tudo faz sentido, e isso alimenta a força de vontade para o Fazer.

Sentir, Pensar, Agir: aprendizado integral.






"A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas." (Rudolf Steiner)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Da sala de aula para a vida: um novo olhar para a Química

por Professora Patrícia Morais



O 7º ano encerrou a época de química na última semana. Foi uma época muito interessante, todos - professora e alunos - ficamos entusiasmados com o que fizemos: as experiências, as observações e as ponderações. 

O que chama mais atenção nessas épocas de ciências é como o aluno se relaciona com os experimentos e os aprendizados que ele tira para sua própria vida. Essa foi a grande surpresa da época de química: através de experiências pudemos conversar sobre coisas profundas da vida humana. 

Foi a primeira vez que a turma estudou química de forma consciente e sistemática, pois a química é estudada desde o 1º ano, mas não com esse nome. Ao longo do ensino fundamental as crianças vivenciam a química quando fazem comida, experimentam a química dos alimentos, fazem pequenas fogueirinhas, observam o processo de combustão e como cada elemento se comporta quando pega fogo, provam sabores e diferenciam entre ácidos,doces, salgados, amargos, adstringentes...


No 7º ano tudo isso ganha consciência na época de química. O currículo deste ano contempla a combustão, o ciclo da cal e o estudo do calcário, a relação dos ácidos e bases com indicador de PH. Começamos a época fazendo uma fogueira, tão comum, como sempre fizeram, mas que neste momento foi observada de um outro ponto de vista, em termos de consciência. E quantas coisas observamos! Quanto pudemos conversar! O fogo tem um poder gigantesco e quando o homem o recebeu dos deuses, pôde dominar o mundo: passamos a cozinhar o alimento, nos aquecer, afugentar animais ferozes... 


Na experiência da fogueira, cada aluno pôde ir ao bosque da escola pegar "tesouros" para jogar na fogueira: flores, pedras, folhas e até cana-de-açúcar - como ela se comportaria no fogo? Reunimos os objetos e contemplamos. Perguntei: "vocês sabem o que vai acontecer com isso? Flores perfumadas, frutos do algodoeiro... tudo irá desaparecer, será transformado. Vocês estão preparados para isso?"


E foi sobre isso que conversamos no dia seguinte, durante a retrospectiva: o que aconteceu com as flores, qual o cheiro, e com a cana... a cana virou melado! Tudo foi transformado! O fogo destrói e também transforma. A conversa se aprofundou e os jovens perceberam que na vida podemos olhar para os fatos e escolher se vamos considerá-los destrutivos ou transformadores. Nesta fase do desenvolvimento, em que estão passando da infância para a juventude, eles vivem uma verdadeira fogueira dentro de si. Fogueira que pode ser tanto destrutiva quanto transformadora. Cabe a cada um saber lidar com o seu fogo interno. 

Outra experiência desta época foi a bomba de cal. A cal foi colocada em uma garrafa, depois adicionamos água e fechamos a garrafa. Eles elaboraram hipóteses do que poderia acontecer. E pudemos observar a explosão! Observamos que quando a pressão fica muito grande (pelo calor e vapor d'água que são liberados) ela explode, e pode ser destrutiva. Percebemos que a coisas que ficam guardadas em nós precisam ser elaboradas para sair de forma equilibrada, e não como numa explosão. A busca deste equilíbrio é uma vivencia diária!


Também trabalhamos o indicador de PH, feito com suco de repolho roxo, e que surpresa a mudança mágica de cores no tubo de ensaio, quando o experimentávamos em cada substância: suco de limão, ácido clorídrico, vinagre, sal, bicarbonato de sódio...

A química está presente desde o 1º ano, mas sem a conscientização, pois na Pedagogia Waldorf as crianças dos primeiros anos ainda deveriam viver em um ambiente sem muita explicação teórica, mas sentindo, fazendo e observando o que faz. A Época de Química, no 7º ano, reúne os conhecimentos que foram construídos em anos anteriores. Recordamos a Botânica do 5º ano ao percebermos o que a planta faz quando cresce, incorporando gás carbônico, água, luz e calor e, na fogueira, durante o processo de combustão, esses mesmos elementos que fazem parte do ser vegetal, são disponibilizados para o mundo externo. Conversamos sobre como podemos dar apenas o que temos dentro de nós!

No caso da rocha e da cal, a mineralogia do 6º ano pôde voltar, ao revermos a formação da rocha. Os conhecimentos construídos nos anos anteriores ganham consciência com aplicabilidade dentro da química. Assim é o caminho curricular na Pedagogia Waldorf e é maravilhoso vivenciar isso com os alunos, dentro do seu próprio desenvolvimento enquanto ser humano.

O conteúdo na Pedagogia Waldorf é só um pretexto: no fundo estamos estudando química para falar de nós, para instrumentalizar esses meninos e meninas para a vida adulta. Contar a eles como podemos nos comportar perante as situações e vivências anímicas neste corpo astral que está prestes a nascer, com toda a astralidade que tem direito, sem ainda a força do EU, que só chega ao final do 3º setênio. 

Usamos o currículo para dizer que: "Essa força dentro de você, meu querido aluno, é controlável, assim como o fogo. Podemos colocar mais lenha e deixar crescer em uma grande fogueira, se assim quisermos. Ou podemos controlá-lo numa colher (mesmo que a substância seja altamente inflamável, como fizemos com a gasolina). Nós estamos no controle, e usufruímos do poder transformador que o fogo pode proporcionar."

Tudo na vida é assim, as coisas podem ser vistas de formas diferentes, podem ser destrutivas ou transformadoras. No fundo, ser Professora Waldorf traz o maior sentimento de gratidão pela vida que um ser humano pode desenvolver. E falar disso com meus alunos é simplesmente maravilhoso.

domingo, 3 de setembro de 2017

A construção de um Yurt, a construção de uma comunidade

                                                                                                                                                                    A história do Yurt da Escola Miguel Arcanjo começou em 2016. Com a necessidade de uma sala para as aulas de Euritmia e um espaço para Cursos, Oficinas, Escola de Pais, Reuniões e outros encontros, surgiu o curso "Ecoconstrução de Yurt - moradia nômade de bambu".

Anterior ao curso, quando seria construído um yurt - ou yurta, pois é uma casa que veste saia - foi realizado um mutirão para construção da base. Neste dia, mães, pais, professores e amigos da escola levaram força, alegria e entusiasmo e o chão foi feito.



                                                                            
O curso foi realizado em abril de 2016 e contou com a participação da comunidade escolar, de estudantes universitários, professores de cursos de arquitetura, professores waldorf, bioconstrutores e permacultores. Pablo Bedmar, pioneiro na construção de yurts no Brasil conduziu a turma.





Pablo Bedmar, nosso professor de Yurt!


                                                                         

Nosso Yurt nasceu! Durante o último ano foi local de ricos encontros da comunidade e das belas aulas de Euritmia das crianças da Miguel Arcanjo.

Ele é "guardado" pela Diretoria de Infraestrutura da AMAR e pelas professoras Neiele (Euritmia) e Aísha (classe) mas em todas as intervenções e reformas toda a comunidade é convidada a participar.

No último mês deu-se início à confecção da nova roupa para nossa Yurta. Isso foi possível graças à doação de lona branquinha e nova. Em diversos mutirões, com a presença e orientação do Pablo e a alegria e disposição da comunidade, foi medida, cortada e colada a cobertura nova. O trabalho foi finalizado hoje, por professoras, mães, pais, amigos e crianças. 



Crianças sempre presentes

Lua e estrela

Professoras Neiele e Aísha, guardiãs do yurt


Orgulho




Estamos muito, muito felizes e orgulhosos deste trabalho comunitário. Ele reflete o que queremos ser no mundo. E cumpre a missão da Miguel Arcanjo: "Atuar junto à comunidade, através da educação de crianças, pais e professores, promovendo encontros vivificados pela Pedagogia Waldorf, a serviço do bem comum."

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Conheça o Projeto Fraternidade Econômica da Escola Miguel Arcanjo




Projeto Fraternidade Econômica


Justificativa


Liberdade, igualdade e fraternidade.
Esta tríade elaborada por Rousseau em "Contrato Social" em torno de 1760 , se espalhou por toda Europa como marco das idéias de uma nova sociedade.

Rudolf Steiner se inspirando nesta proposta, elabora a Trimembração social
Acreditando numa sociedade que acolhe o homem por inteiro, com todos as suas aparentes contradições.

Liberdade na vida espiritual,
Igualdade na vida jurídica e
Fraternidade na vida econômica

Liberdade Espiritual
A vida espiritual livre, como arte ou formação constitui as habilidades que a humanidade necessita para sua existência e desenvolvimento ideal e material. Aptidões só podem se desenvolver a partir de um espírito livre.

Igualdade Jurídica
Na vida jurídica estatal são todos iguais perante a lei, e cada um é um igual frente ao outro.

Fraternidade Econômica
A vida econômica compõe-se da produção de bens, da circulação de bens e do consumo de bens. Através dela são satisfeitas as necessidades humanas.

Quando esses âmbitos começarem realmente a se complementar, farão florecer suas potencialidades e o cidadão se comprometerá de forma coletiva visando o bem de todos.

Acreditando na educação como mola propulsora da sociedade, capaz de transformar mentalidades e de modificar positivamente todo um contexto atual, propomos este projeto para o fundo de bolsa da Escola Miguel Arcanjo.


Objetivo
Conscientizar a comunidade escolar da necessidade de vivenciar a fraternidade econômica, proposta por Steiner, através de ações que possam gerar recursos financeiros para o fundo de Bolsas da Escola Miguel Arcanjo


Proposta

Envolver toda a comunidade escolar em uma grande vivência da trimembração social, proposta por Rudolf Steiner.


O Plano de ação seria dividido ao longo de 3 anos.

O evento entraria no planejamento pedagógico, ficando a cargo de cada professor trabalhar o conteúdo proposto de forma que as crianças vivenciem o conteúdo.

Ensinando sobre a igualdade jurídica, que se expressa no direito de todos os alunos receberem a mesma proposta educativa, o mesmo cuidado, os mesmos estímulos e a mesma proposta pedagógica da escola, independente de ser aluno pagante ou bolsista.
Conscientizando que somos espírito livres, com direito de expressão.

A arte é o grande transformador do ser humano, faz sentir, desenvolve aptidões e habilidades tornando o ser humano consciente de sua liberdade espiritual.

Estimulado a compreensão e vivencia da fraternidade econômica, onde as atividades realizas em sala e os produtos feitos, seriam vendidos com o objetivo de ajudar os colegas que não podem pagar a escola e tornando possível o acesso da escola para outras crianças financeiramente carentes.

Enfim, mostrar que quando nos importamos com a comunidade em que vivemos, nos unimos, nos complementamos e nos comprometemos com o bem de todos.


2016
A Escola Miguel Arcanjo possui três eventos importantes: Noite de caldos, Festa Junina e bazar de Natal. Nestes eventos, com a finalidade de arrecadarmos recursos para o fundo de bolsas se capitalizar, propomos a abertura de um espaço de venda onde montaríamos um brechó com diversos produtos: Roupas, brinquedos, calçados, livros... Propomos ainda que o brechó funcione também aos sábados letivos.

A comunidade escolar seria envolvida no sentido de arrecadar roupas, brinquedos e utensílios em ótimo estado para compor o brechó, com o objetivo de capitalizar o fundo de bolsas.


2017
Realização de uma feira na Escola "Feira da Fraternidade econômica"
O ideal seria que toda a comunidade escolar fosse envolvida, inclusive o conselho de pais.

Parte das produções das crianças realizadas em sala, seria destinada a venda, com objetivo de capitalizar o fundo de bolsas. Os produtos podem ser individuais ou coletivos, conforme a determinação dos professores.
Todo este trabalho, finalizaria com a realização da Feira da Fraternidade econômica a ser realizada no mês de setembro.


2018
Com a experiência adquirida com o projeto de 2017, propõem-se a realização de uma grande feira em espaço público ( ex: Praça da Fleming), em parceria com outras escolas Waldorf.

A temática da Feira seria a mesma "Feira da Fraternidade econômica".
O projeto seria compartilhado com as outras escolas Wardorf da Região e na mesma época do ano, na primavera, onde a natureza é dadivosa, aconteceria o evento.

Objetiva-se com esta feira, além de arrecadar fundos para o fundo de bolsas, divulgar a Pedagogia Waldorf, mostrando os diversos recursos de ensino.
Pode haver apresentação e exposição de trabalhos das crianças de todas as escolas Waldorf.

Podemos ter palestras, aulas temáticas, brincadeiras com ritmo, Euritmia, aquarela e outros...

Acreditamos que o evento chamaria atenção da imprensa, não só pela oportunidade de mostrar um modelo pedagógico diferente, mas também pela proposta da "Fraternidade econômica" cujo objetivo é financiar o estudos para aqueles financeiramente carentes.


Conclusão
Acreditamos que o fortalecimento dos laços entre escola/família está no trabalho conjunto, que gera pertencimento.

A educação de nossos filhos é um somatório do empenho da escola e da família. Filhos educados com o propósito de enxergar o coletivo como parte integrante do seu ser.

domingo, 14 de agosto de 2016

Aprendendo além da sala de aula: a vivência de Mineralogia e Astronomia da turma do 6º ano

15/08/2016

A Escola Miguel Arcanjo amplia as atividades pedagógicas em visitas e viagens, com o objetivo de dar ao aluno a chance de vivenciar o conteúdo dado em sala e também desenvolver hábitos e comportamentos em lugares diferentes, distantes dos familiares.

Cada professora de classe determina como será dado o conteúdo das épocas e prepara saídas para diferentes lugares, trilhando um caminho único com sua turma. Esse é o brilho da Pedagogia Waldorf: um olhar comprometido com as particularidades de cada um.

10 alunos e 2 professoras rumo ao pico da Lapinha: desafio superado

Na semana passada a turma de 6º ano da professora Patrícia saiu para uma viagem pedagógica relacionada à época de Astronomia e Mineralogia, em Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho, MG.

A professora nos conta um pouco do que sentiu nessa experiência:

“Foi uma viagem fantástica! Foi maravilhoso ver meus alunos olhando o reino mineral e o céu, à noite. Fomos agraciados com uma chuva de meteoros e sentimos a força do reino mineral, no alto da serra, no alto do pico da Lapinha. E o maior desafio do 6º ano foi chegar lá em cima, superando todas as dificuldades: cansaço, calor, medo de altura... Foi muito especial. Estou em estado de graça por poder viver esse momento com meus alunos.”
No alto!

A turma acampou no sítio Entoá, que vive plenamente a permacultura. Os proprietários, Cris e Gustavo, mostraram a acolhedora casa, onde é pensada a utilização da água, a produção e consumo do alimento, onde as construções utilizam materiais retirados da natureza, não causando impacto, pois se sustentam. Uma forma de viver em harmonia com o que a natureza nos oferece.

Registrando percepções

Os alunos provaram a comida preciosa do restaurante Padma Chai, preparada pela Nalim e Guilherme, com muito carinho. Experimentaram outros sabores, texturas e aromas, superando o desafio do novo. E o presente maior foi a abertura que tiveram para isso: descobriram-se adorando alimentos que antes não gostavam. Uma oportunidade para quebrar paradigmas da cidade grande, padrões que não se sustentarão por muitos anos. Há formas sustentáveis reais e possíveis de se alimentar, construir e habitar este planeta.

“Possibilitando esta vivência, maior que o simples estudo da mineralogia ou astronomia, mas a experiência de outras maneiras de viver e morar, entendo estar educando a geração que irá herdar este planeta. Sinto-me cumprindo meu papel de professora.


Que presente ver os alunos apurando o olhar e encontrando cristais escondidos nas pedras! Que alegria ouvir alguns deles, em êxtase, exclamando: ‘Professora, parece que agora nossos olhos enxergam os cristais!’

Olhamos para o céu e sentimos sua imensidão... contemplamos a lua crescente, estrelas, planetas. Aqueles que bravamente conseguiram ficar acordados em volta da fogueira foram presenteados com os meteoros. Ouvimos histórias da Lapinha, casos, mitos e lendas da região. Aquecemos o corpo com chocolate quente.


Nesta deliciosa viagem, realizamos muitas atividades artísticas, desenhos, trabalhos com carvão, buscando sentir a força do Reino Mineral. E em Lapinha da Serra, com sua fantástica e privilegiada geografia, isso é profundamente vivenciado. Voltamos plenos de veneração e respeito por esse reino que sustenta TUDO.”